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Maior atenção aos projetos garante economia na construção civil

O termo é pouco conhecido pelos não especialistas, mas a chamada compatibilização de projetos de engenharia é tendência em crescimento na construção civil. O motivo é simples: a iniciativa exige investimentos que podem representar de 1% a 1,5% do custo da obra, mas gera diminuição de despesas que varia de 5% a 10% desse mesmo custo. Além de diminuição do tempo gasto no canteiro de obra, os ganhos são garantidos pela redução do desperdício e diminuição do retrabalho. “As incorporadoras atuam com margens de lucro bastante reduzidas e geralmente fazem um grande investimento prévio antes das vendas. Nesse caso, qualquer ganho é importante”, diz a arquiteta Patrizia Chippari, diretora da Espaço Livre Arquitetura, de Florianópolis.

Profissional com 17 anos de experiência na área, Patrizia explica que a compatibilização é um trabalho complexo, que exige tempo, dedicação de uma equipe de profissionais especializados e atuação em parceria com projetistas. Uma explicação bastante simplificada ajuda a entender a compatibilização.

A construção de qualquer edificação exige uma série de projetos – topográfico, estrutural, hidrosanitário, elétrico, de refrigeração, arquitetônico, entre outros. Na maior parte dos casos, esses projetos são feitos separadamente, o que aumenta as chances de conflito entre o que é planejado por cada profissional. O problema é que, dessa forma, muitas vezes os conflitos são identificados apenas durante a obra, exigindo alterações de última hora ou até a quebra de estruturas já construídas para adaptação. A compatibilização consiste justamente em sobrepor da melhor forma possível todos os projetos antes do início da construção. “Quando a compatibilização é feita, não há surpresas durante a execução do projeto”, diz Patrizia, que tem entre os projetos recentes o Premier Office Center, da Koprime, no Centro de Florianópolis.

A previsibilidade do trabalho garante diminuição do desperdício de material e tempo durante as obras, mas depende de intenso trabalho prévio. “O importante é que haja uma organização das ações e preocupação com a gestão dos processos para garantir que o tempo gasto na compatibilização seja o mínimo necessário para um bom trabalho”, diz Patrizia. No ano passado, a Espaço Livre organizou um curso in company em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre gestão de projetos justamente para garantir a eficiência dos processos internos e garantir o cumprimento de prazos.

Além de atuar na compatibilização de projetos, a Espaço Livre Arquitetura desenvolve desde estudos de viabilidade até planejamento de urbanismo, passando por análises de potencial construtivo de terrenos e projetos arquitetônicos de prédios comerciais ou residenciais.

Fonte: All Press Comunicação

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