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Relax a perder de vista

A beleza estonteante das piscinas de borda infinita faz com que elas pareçam um elemento de sonho ou ficção. Mas profissionais da arquitetura dão dicas para quem quer transformar este desejo numa realidade

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Segundo Flávia Gamallo, sócia-proprietária do escritório CoGa Arquitetura, para se ter uma piscina de borda infinita é essencial que o terreno tenha um decline e uma paisagem ao redor interessante


É quando estamos em pleno verão, como agora, que aumenta a vontade de ter uma piscina em casa para relaxar. Além de proporcionar descanso e lazer à família, as piscinas também podem ter a função de ser um elemento a mais ao tratarmos de elegância e bom gosto nas residências. A piscina de borda infinita, por exemplo, é um sonho de consumo, que parece ser possível apenas na ficção ou em hotéis luxuosos, mas não é bem assim.


A locação da piscina em níveis mais elevados favorece o efeito da borda infinita e, claro, com uma interessante paisagem ou paisagismo para dar uma amplitude de vista, pode-se fazer da sua casa um elegante cenário digno de novela. De acordo com a arquiteta Flávia Gamallo, sócia-proprietária do escritório CoGa Arquitetura, a correta escolha de materiais e sua tonalidade favorece uma leitura de uniformidade e continuidade à piscina. “Para se ter uma piscina de borda infinita em casa é preciso que tenha um sistema para o retorno da água que transborda. A água, ao cair na calha, é direcionada a um reservatório por um cano, filtrada e impulsionada de volta ao tanque com uma bomba”, analisa.


Flávia ressalta que locais que possuem declive acentuado no limite do terreno, favorece uma relação com a paisagem e essa impressão de que a piscina não tem fim. “Caso não haja espaço e paisagem para essa integração, não há sentido em se fazer borda infinita, pois o efeito não existirá. O paisagismo poderá compor essa vista, caso ela não seja tão interessante naturalmente”, aponta.


A arquiteta Vanessa Figueiredo finalizou, recentemente, um projeto de uma piscina de borda infinita e conta como foi o passo a passo dessa construção. “Primeiro, fizemos a forma da piscina, concretamos a laje e depois nivelamos tudo por duas ou três vezes. Antes de colocar a manta de impermeabilização já deixei todas as tubulações prontas, pois na manta é preciso ter o cuidado de onde vai sair à iluminação para não ter infiltrações. E também, neste caso, de piscina com borda infinita, é importantíssimo ter a angulação correta, gerando um trabalho bastante minucioso”, explica Vanessa Figueiredo.

 

​Projeto Vanessa Figueiredo. Passo a passo da construção: 1 – terreno em declive, 2 – Laje concretada; 3 – Todas as tubulações prontas; 4 – Piscina finalizada


Ela destaca ainda a importância da utilização correta dos revestimentos, como as pastilhas. “Existia uma grande preocupação sobre qual material de revestimento usaríamos nessa piscina. Apresentei a questão da pastilha, que apesar de ser o sonho do cliente, ele morria de medo delas se soltarem. Fizemos uma parceria com uma empresa e eles nos forneceram um prestador de serviços impecável. Foram mais de trinta dias só para assentar as pastilhas da piscina. O ideal é ter um fornecedor de qualidade”, conta.


Para finalizar, Vanessa ressalta a importância de se ficar atento aos ralos, um dos maiores causadores de acidentes em piscinas residenciais. “Tem normas a seguir sobre as distâncias dos ralos para não puxar e prender cabelos, por exemplo. Dessa forma, caso seu cabelo seja preso por um ralo, o ralo para imediatamente a sucção e passa para o outro. Aí ele te solta e você não corre o risco de se afogar, preso no fundo da piscina”, finaliza.

Fonte: MÃO DUPLA COMUNICAÇÃO